sábado, 14 de abril de 2018

O diretor e seu troféu

             

               Acostumado a colecionar prêmios um renomado diretor de uma escola localizada numa pequena cidade do interior havia ganho um troféu muito importante para a sua carreira e que ele guardava-o em sua sala na com muito cuidado.
               Certo dia entra na sala da direção um dos alunos da instituição de ensino, quando de repente, sem querer, quebra  o tal troféu ao deixa-lo cair no chão. Furioso, o diretor resolve suspender  o estudante por algumas semanas. No mesmo instante chegou ao local o zelador do colégio e diz:
____ Desculpe-me senhor diretor, mas perdeste apenas um troféu dos muitos que já tem e que ainda poderá ganhar com sua administração. Acha mesmo que com essa suspensão ainda irá pelo menos concorrer a algum. Suspendendo esse pobre garoto perderá todo o seu prestígio. E o garoto perderá muito mais que o senhor perdeu com a quebra desse troféu. Não perca o seu melhor troféu que é o que a sua vitoriosa carreira até aqui. 
        Comovido com as palavras do zelador da escola, o diretor pensou melhor e entendeu que ali era apenas um troféu, não sua dignidade, sua administração. Pediu desculpas ao aluno, agradeceu ao zelador pelo conselho e voltou atrás no que havia dito ao estudante.
         Passaram-se alguns anos e este mesmo diretor foi merecedor de mais um troféu!

Texto: Anselmo Santana
Foto da internet

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O silêncio da noite e as surpresas que ela traz

 
Certa noite, um garotinho chamado Kadu dormia tranquilamente em seu quarto numa cama confortável enquanto o silêncio reinava naquele lugar.
De repente Kadu escuta um barulho vindo lá de fora de sua casa. Com o barulho ele acorda assustado e com os olhos esbugalhados.
Já sentado na cama e morrendo de medo, o garoto fica na dúvida se abre a porta do quarto para ver que barulho estranho era aquele.
Ele pensa: e se for o bicho Papão?
Olha pela janela, trêmulo de medo, mas curioso para saber o que é... e vê que é apenas o seu gato Mimi mexendo nos tambores de lixo.
Ao ver a cena, o pobre do Kadu respira aliviado e volta a dormir tranquilamente em sua velha e amiga cama.

Anselmo Santana

Minha cidade...



Era uma vez, uma cidade muito desenvolvida. Mas, que como qualquer outra em todo o mundo, não era assim como hoje é.
Bem antes, quando eu era menino, a minha cidade praticamente não tinha nada. Era formada por apenas algumas casas - que até hoje sobrevivem ao tempo -, e com muito verde aos seus arredores. Além das árvores, havia um riacho bem próximo a minha residência, onde todos nós, crianças e adultos, mergulhávamos alegremente.
Hoje, como falei no início, ela é bem mais desenvolvida, porém sem a natureza tão marcante do ontem, o que a deixa bem mais seca e quente.
O que se ver agora são várias e várias casas, edifícios por toda parte, estradas, ferrovias, e muitos veículos. Casas comerciais, indústrias, hospitais, escolas, bares e lanchonetes.
Para colorir um pouco esta cidade, minha familia e eu plantamos na frente de nossa casa, um monte de flores, construindo dessa forma um lindo jardim o qual eu posso ver pela minha janela.
Para mim, a cidade perfeita seria a que moro hoje, mas com um pouquinho da natureza de ontem.

Autor: Anselmo Santana